
Durante agenda em Brasília para participar de um evento do Partido Liberal (PL), a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, falou publicamente pela primeira vez sobre as ameaças que vem sofrendo desde o início de sua gestão. A gestora relatou que os ataques começaram após decisões administrativas que contrariaram interesses empresariais na capital sergipana.
“Isso parece que é comum para as mulheres públicas que enfrentam um sistema, né? É como se a gente não pudesse ter firmeza, ter posicionamento. Isso não aconteceu só agora, aconteceu também enquanto vereadora”, afirmou Emília. Mesmo diante do cenário, ela garantiu que segue firme: “A gente sente o impacto disso, sabe que pode acontecer, mas não se deixa levar. Até por uma questão de fé”.
A prefeita revelou que as ameaças aconteceram por meio de áudios enviado por um empresário insatisfeito com ações da prefeitura. Apesar da gravidade, Emília informou que, até o momento, não registrou boletim de ocorrência, mas que está resguardada. “A gente tem os áudios na mão e já tem toda uma estratégia de proteção. Sabemos como agir na hora certa.”
Com orientação da equipe de segurança e do secretário de Defesa Social, delegado André Davi, a prefeita passou a circular com seguranças e carro blindado. “Nunca tive o costume de andar com segurança. No início, achava que não era necessário, mas com os áudios, entendi que era preciso. Também fui aconselhada a usar carro blindado”, relatou.
Ao ser questionada sobre acionar formalmente a Secretaria de Estado da Segurança Pública, Emília explicou que tem sido acompanhada de perto pelo secretário e que a divulgação das ameaças só ocorreu agora por conta da repercussão do uso do carro blindado. “Veja que eu nem publicizei antes. Já tinha sido ameaçada, e estava no resguardo. Isso só veio à tona por causa do carro blindado. Mas essas ameaças já tinham acontecido bem antes, no início das minhas ações, quando mexi com algumas empresas que ficaram insatisfeitas.”
A fala da prefeita em Brasília revela a tensão que enfrenta em sua rotina política e reforça a necessidade de atenção à segurança de mulheres em cargos públicos que desafiam estruturas consolidadas.





