Filho de ex-prefeito rompe o silêncio e denuncia desprezo do governo Mitidieri

Em participação no podcast apresentado por Hélio Marto, o jovem político Diógenes Almeida Júnior, do município de Tobias Barreto, fez um desabafo que ressoou com força nos bastidores da política sergipana. Filho do ex-prefeito Diógenes Almeida e da ex-deputada estadual Diná Almeida, Diógenes Júnior afirmou que votou no governador Fábio Mitidieri (PSD) em 2022, se considera um aliado, mas não tem recebido a devida atenção do governo. “Sou aliado, mas não sou atendido”, declarou.

A crítica ganha ainda mais peso quando se observa o contexto. Diógenes Júnior é dirigente da rádio Luandê FM, em Tobias Barreto, é pré-candidato a deputado estadual pela base governista, conta com o apadrinhamento político da influente família Reis, o deputado federal Fábio Reis (MDB) e o prefeito de Lagarto, Sérgio Reis (PSD), e mesmo assim, demonstra publicamente sua insatisfação. Atualmente faz oposição local ao grupo que comanda a prefeitura de Tobias Barreto.

O cenário expõe fissuras que antes pareciam encobertas pela estabilidade da base aliada. A família Almeida, aliada de primeira hora da família Reis, mostra-se desconfortável com o tratamento que vem recebendo do governador. Se até figuras com laços tão próximos ao núcleo duro do governo demonstram incômodo, quantos outros aliados, especialmente no interior do estado, estão calados, mas igualmente descontentes?

A fala de Diógenes vem de Tobias Barreto, cidade vizinha a Itabaianinha, reduto do deputado federal Thiago de Joaldo (PP), recém-lançado como pré-candidato a governador pela oposição. Será que Thiago já articula discretamente a aproximação com nomes que se sentem preteridos pelo governo?

Somado a isso as recentes declarações do presidente estadual do PL, Edivan Amorim, que afirmou que mais dois deputados federais da base do governador Fábio deverão migrar para a oposição. A pergunta que fica é: a confortável rota de reeleição do governador está começando a ser colocada à prova?

Se o governo não reagir, o que hoje é apenas um alerta verbal pode se tornar um movimento de ruptura, com consequências diretas nas urnas.

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