
Desde que o deputado federal Thiago de Joaldo (PP) deixou a base governista e passou a fazer oposição aberta ao governador Fábio Mitidieri (PSD), um detalhe chama a atenção: o silêncio do governador.
Thiago tem intensificado suas críticas, construindo uma narrativa de ruptura com o governo e tentando se projetar como alternativa viável ao Palácio dos Despachos. Em outro cenário, isso poderia render uma série de embates públicos. Mas Fábio optou por uma estratégia diferente: não responder.
Exceto por uma manifestação isolada, o governador preferiu a boca fechada. E esse silêncio parece calculado. Ao não reagir aos ataques, Fábio evita transformar Thiago de Joaldo em protagonista. Retira-lhe palco, foco e manchetes.
A leitura entre aliados é clara: quanto menos combustível se der às críticas, menor o risco de fortalecê-las. Fábio tenta, com isso, preservar sua imagem institucional, mantendo-se acima do confronto direto.
No xadrez político, responder nem sempre é a melhor jogada. E Fábio, ao silenciar, parece apostar justamente nisso: que o tempo e a ausência de embate esvaziem o barulho da oposição.





