“Até hoje há obras sendo inauguradas a partir do meu mandato”, diz André Moura

O ex-deputado federal André Moura (União) afirmou na última quinta-feira (15) que disputará uma vaga no Senado em 2026 pelo campo governista. A declaração foi feita durante conversa com jornalistas sergipanos, em Aracaju, quando apresentou as linhas gerais do projeto político e defendeu uma campanha centrada em propostas e no histórico de gestão.

Atualmente secretário de Governo do Estado do Rio de Janeiro, André avaliou de forma positiva o período em que integra a administração fluminense. Segundo ele, a experiência no Executivo ampliou a capacidade de articulação institucional e garantiu trânsito frequente em Brasília. Disse que deixará o cargo em março do próximo ano, juntamente com o governador Cláudio Castro (PL), que também pretende disputar o Senado.

Ao justificar a decisão de concorrer por Sergipe, André Moura afirmou que pretende atuar para ampliar investimentos e viabilizar projetos estruturantes para o Estado. Entre os temas que pretende levar ao debate nacional, citou o endurecimento da legislação contra o feminicídio, incluindo a retomada da discussão sobre prisão perpétua. Reconheceu os entraves constitucionais, mas considerou legítimo o debate diante do aumento dos casos de violência contra mulheres.

André Moura avaliou que a disputa eleitoral será competitiva e disse que não pretende adotar uma estratégia de confronto pessoal. Defendeu uma campanha baseada em ideias e criticou o uso de ataques como instrumento político. Ao mencionar a eleição municipal de 2024, quando sua filha, a deputada federal Yandra Moura (União), foi candidata em Aracaju, afirmou que episódios daquele período reforçam a necessidade de elevar o nível do debate público.

André destacou ainda o currículo político como diferencial na disputa. Lembrou a atuação como líder do governo no Congresso e afirmou ter sido responsável pela destinação de recursos para Sergipe e para a capital. Disse confiar que o eleitorado saberá avaliar resultados concretos. “Até hoje há obras sendo inauguradas a partir do meu mandato. Isso mostra capacidade de articulação e entrega”, afirmou.

Cenário político

Questionado sobre alianças, André Moura confirmou que não há entendimento com o senador Alessandro Vieira (MDB) e disse que as divergências são públicas. Segundo ele, ambos têm diferenças de pensamento, ideias e estilo de trabalho, mas compartilham um objetivo comum sob a liderança do governador, que é o desenvolvimento de Sergipe.

Disse também que não impõe restrições ao diálogo com adversários, incluindo o ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PDT). Afirmou que divergências eleitorais não impediram, no passado, a destinação de recursos para Aracaju, embora não tenha recebido apoio em disputas anteriores.

André Moura comentou ainda citações ao seu nome em investigações conduzidas no Senado e classificou o episódio como tentativa de politização. Disse ter adotado medidas judiciais e defendeu que disputas eleitorais não se sobreponham aos interesses do Estado.

Sobre o desenho da base governista em Sergipe, afirmou que a articulação cabe ao governador Fábio Mitidieri (PSD) e disse que seguirá a definição política estabelecida pelo chefe do Executivo estadual. Segundo Moura, o governador já definiu e anunciou a chapa, com Fábio como pré-candidato à reeleição e Jefferson Andrade como pré-candidato a vice. Para o Senado, André Moura e primeiro suplente Ricardo, com Alessandro Vieira ocupando a segunda vaga.

De acordo com ele, o governo estadual sempre deixou claro que a eventual participação do PT na chapa é tema de diálogo, especialmente no que se refere ao apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Moura afirmou que todo apoio é bem-vindo, mas ressaltou que a chapa majoritária já está definida e que o agrupamento seguirá o que foi anunciado pelo governador.

Ao falar da reeleição da filha à Câmara dos Deputados, disse que Yandra tem trajetória própria e base política consolidada, independentemente de sua candidatura ao Senado.

Suplência

O presidente da Câmara Municipal de Aracaju, Ricardo Vasconcelos (PSD), participou do encontro e confirmou que aceitou ser o primeiro suplente de Moura na chapa. Segundo ele, a decisão foi tomada a pedido do governador e simboliza o apoio integral do partido ao projeto. Disse ver no ex-deputado um perfil de articulação e capacidade de execução que considera necessário para Sergipe.

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