O “Elas com Kaká” levou a defesa dos direitos das mulheres a Tobias Barreto, no Centro-Sul sergipano, na última sexta-feira, 25. Promovido pelo deputado estadual Kaká Santos (União 44555), candidato à reeleição, o encontro teve a participação da deputada federal Yandra Moura (União 4444).
Os prefeitos Dilson de Agripino (Tobias Barreto), Binho (São Domingos) e Roberto Barracão (Poço Verde) estiveram no evento. Também participaram a primeira-dama do Estado, Érica Mitidieri, esposa do governador Fábio Mitidieri (PSD 55), e a primeira-dama de Tobias Barreto, Sueli Silva. Completaram o grupo Thainá Figueiredo, esposa de Kaká, e Lara Moura, esposa do candidato ao Senado André Moura (União 444).
A deputada Yandra agradeceu ao prefeito Dilson de Agripino e as mulheres que organizaram o encontro. “Quero que todas as mulheres se sintam abraçadas em nome de Érica, Thainá e Sueli, mulheres fortes que trabalham por Tobias Barreto e pelo Estado de Sergipe”, pontuou.
Para a primeira-dama do Estado, Érica Mitidieri, a pauta feminina passa também pela assistência social. “Na assistência, a gente precisa chegar até quem tem fome, a quem precisa do alimento, a quem precisa de capacitação”, ressaltou.
Sobre o anfitrião, Yandra citou o trabalho do deputado no município e no Estado. “Falar de Kaká é fácil. É um homem que vem trabalhando muito por Tobias e fazendo acontecer em todo o Estado de Sergipe. O olhar de Kaká é um exemplo a seguir. A gente já conhece: é um homem bom, do bem, amigo e companheiro”, argumentou.
“Sergipe precisa da cadeira de Kaká mais uma vez na Assembleia. E eu sei que o povo de Tobias vai dar a ele uma boa vitória”, completou.
Ao microfone, a deputada ligou a campanha de André Moura ao Senado a um projeto já aprovado na Câmara. O PL 507/2023, de sua autoria, passou pelo plenário em maio de 2023. O texto garante validade indeterminada aos laudos que atestam diagnóstico definitivo de Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou deficiência permanente e dispensa a renovação periódica do documento. A proposta está parada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado.
“Aprovamos o laudo permanente na Câmara, mas ele ainda não é lei. Para chegar à mãe atípica de Tobias Barreto, precisa passar pelo Senado. É por isso que eu preciso de André senador. Ele vai ser a voz que falta para essas famílias deixarem de enfrentar fila todo ano para provar o que não muda”, disse.
A proteção às mulheres é pauta comum aos dois parlamentares. Na Câmara dos Deputados, Yandra esteve à frente do Observatório Nacional da Mulher na Política, órgão da Casa que acompanha a participação feminina em espaços de poder e o enfrentamento à violência de gênero.
No combate à violência, a deputada é autora do Projeto de Lei 1889/2026. O texto cria a Política Nacional de Prevenção, Proteção e Reparação Integral do Feminicídio, com monitoramento de risco, reabilitação de agressores e revisão obrigatória das mortes. A proposta também reconhece ameaças digitais como sinal de alerta.
Também é dela o PL 409/2023, que obriga o poder público a manter casas de acolhimento para mulheres vítimas de violência. O projeto amplia o apoio da União aos municípios com mais de 15 mil habitantes. Hoje, o limite é de 150 mil. Outra iniciativa já virou lei: o PL 506/2023 deu origem à Lei 14.737/2023, que garante à mulher um acompanhante de livre escolha em consultas, exames e procedimentos de saúde.
“Cada um desses projetos nasceu de uma mulher que me pediu socorro. Uma mãe que perdeu a filha, uma vítima que não tinha para onde ir, uma paciente que teve medo de entrar sozinha num consultório. Não dá para falar em defesa da mulher só no discurso. É preciso lei, estrutura e gente que cuide”, afirmou Yandra.





