
Ex-deputado destaca experiência em Brasília, lembra mais de R$ 5 bilhões destinados ao estado e defende fortalecimento da bancada sergipana em Brasília
O ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado André Moura (União Brasil) afirmou que sua experiência em cargos de liderança no Congresso Nacional o credencia para representar Sergipe no Senado Federal. Em entrevista ao Portal Itnet, ele destacou os recursos destinados ao estado durante sua atuação em Brasília, defendeu o fortalecimento da representação sergipana no Congresso e comentou o cenário político para as eleições de 2026.
Segundo Moura, Sergipe precisa fortalecer sua capacidade de articulação junto ao Governo Federal para garantir investimentos e acelerar obras estruturantes. “O que Sergipe precisa é de representatividade fortalecida, capacidade de articulação e compromisso com os interesses da população”, afirmou.
Experiência política e atuação em Brasília
Durante a entrevista, André Moura fez um balanço de sua trajetória política, iniciada na Prefeitura de Pirambu, e relembrou sua passagem pela liderança do Governo Michel Temer no Congresso Nacional.
O ex-deputado destacou o papel que exerceu na articulação política da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. “Fui o primeiro e único brasileiro na história, até hoje, enquanto deputado federal, a liderar simultaneamente a Câmara e o Senado”, relembrou.
Moura afirmou que assumiu a liderança do governo em um dos períodos mais desafiadores da política nacional, mas ressaltou que a função abriu portas para ampliar os investimentos destinados à Sergipe. “Eu sabia que era uma missão difícil, mas também entendia que era uma oportunidade de ajudar o meu estado. Não poderia abrir mão dessa responsabilidade”, disse.
Segundo ele, aproximadamente R$ 5 bilhões foram destinados a Sergipe durante seu mandato. “Trouxemos quase R$ 850 milhões para Aracaju, R$ 2,4 bilhões para os municípios do interior e mais R$ 1,8 bilhão para o Governo do Estado. Foram recursos destinados à saúde, educação, infraestrutura e obras estruturantes”, destacou.
Reconhecimento do trabalho realizado
Ao comentar a eleição de 2018, André Moura avaliou que o cenário político nacional influenciou o resultado da disputa ao Senado.
Segundo ele, com o passar dos anos, a população passou a perceber de forma mais concreta os resultados dos investimentos articulados durante sua atuação em Brasília. “Hoje as pessoas vêem as obras concluídas e os investimentos acontecendo. Naquela época, muitos recursos já estavam garantidos, mas as obras ainda estavam em fase inicial. Hoje, a realidade fala por si”, afirmou André.
O pré-candidato também mencionou pesquisas eleitorais recentes que, segundo ele, demonstram o reconhecimento da população sergipana. “As pesquisas mostram que o povo reconhece o trabalho que realizamos e acredita que podemos contribuir ainda mais com Sergipe”, ressaltou.
Regularização fundiária e fortalecimento do campo
Outro tema abordado foi a regularização fundiária de famílias assentadas em Sergipe. André Moura destacou sua atuação para garantir a entrega de títulos de propriedade rural, ampliando o acesso ao crédito e às políticas de incentivo para pequenos produtores.
Segundo ele, mais de 6,5 mil famílias foram beneficiadas. “Não bastava apenas ter a posse da terra. Era necessário garantir o título de propriedade para que essas famílias pudessem acessar financiamento, investir e produzir com segurança”, explicou.
Moura também lembrou sua atuação na ampliação da área de cobertura da Codevasf, que passou a atender todos os municípios sergipanos.
Rompimento com Alessandro Vieira
Questionado sobre o relacionamento político com o senador Alessandro Vieira, André Moura descartou qualquer possibilidade de composição eleitoral entre os dois em 2026. Segundo ele, a relação política tornou-se inviável após declarações que classificou como desrespeitosas. “Da minha parte, nunca houve agressão. Sempre defendi o debate em alto nível, baseado em ideias, propostas e respeito”, afirmou.
Moura ressaltou que o eleitor está mais interessado em soluções para os desafios do estado do que em disputas políticas. “O povo de Sergipe quer ouvir propostas, quer saber quem tem condições de ajudar o estado e trazer resultados concretos”, disse.
Ao justificar o afastamento político, acrescentou: “Não há condições de estarmos na mesma chapa. Eu sigo o meu caminho e ele segue o dele. Espero que tenhamos uma campanha propositiva, sem agressões e sem baixarias.”
Segurança pública e pautas para o Senado
Entre os temas que pretende defender no Senado Federal, André Moura destacou a retomada da discussão sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Segundo ele, a proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda apreciação do Senado. “O Senado pode até rejeitar a proposta, mas não pode se esquivar do debate. É uma discussão que precisa ser enfrentada”, afirmou.
O pré-candidato também defendeu a ampliação do debate sobre penas mais rigorosas para crimes de feminicídio. “Precisamos discutir mecanismos mais eficazes de proteção às mulheres e formas mais duras de punição para crimes dessa natureza”, declarou.
Relação com o Governo Federal
Ao comentar o cenário político nacional, André Moura defendeu maior autonomia dos diretórios estaduais do União Brasil na definição de posicionamentos para as eleições presidenciais. “Sou favorável a que os estados tenham liberdade para construir os caminhos que consideram mais adequados aos seus projetos locais”, afirmou.
Ele também destacou que reconhece ações positivas independentemente de posicionamentos ideológicos e citou investimentos recentes anunciados pelo Governo Federal para Sergipe. “Quem ajuda Sergipe merece reconhecimento. O que deve prevalecer é o interesse dos sergipanos”, disse.
Moura citou obras como a Adutora do Leite, a segunda ponte entre Aracaju e Barra dos Coqueiros e os investimentos da Petrobras como iniciativas importantes para o desenvolvimento do estado.
“Mais importante do que vestir uma camisa ideológica é vestir a camisa de Sergipe”, declarou.
Candidatura mantida
André Moura descartou qualquer possibilidade de desistir da disputa ao Senado em 2026 e reafirmou sua disposição de participar do processo eleitoral. “Possibilidade de desistência é zero. Vamos fazer uma campanha respeitosa, apresentar propostas e discutir o futuro de Sergipe”, afirmou.
Entre as prioridades de um eventual mandato, ele destacou a busca por novos investimentos federais, a conclusão de obras de infraestrutura, como as duplicações das BRs 101 e 235, além de projetos voltados à segurança pública e à proteção das mulheres.
“Conheço os caminhos, sei como as coisas funcionam e tenho certeza de que podemos fazer muito mais por Sergipe. Se como deputado conseguimos realizar tudo isso, imagine o que poderemos fazer no Senado”, concluiu.





