Ausência da Prefeita de Aracaju em inauguração de Complexo Viário gera debate na Alese

A inauguração da primeira fase do Complexo Viário Senadora Maria do Carmo Alves, em Aracaju, nesta quarta-feira (27), foi marcada não apenas pela entrega de uma importante obra de mobilidade urbana, mas também pela notável ausência da prefeita da capital, Emília Corrêa (Republicanos). O fato gerou repercussão imediata entre os deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) expressando lamento e questionamentos sobre a decisão da gestora municipal.

O Complexo Viário, que leva o nome da senadora Maria do Carmo Alves, representa um avanço significativo para o trânsito da capital. No entanto, a ausência da prefeita na solenidade oficial, para a qual foi formalmente convidada pelo governo estadual, tornou-se o principal ponto de discussão.

Emília Corrêa, que não se manifestou publicamente sobre os motivos de sua ausência, enviou o secretário municipal de Planejamento e Orçamento, Thiago Silva, para representá-la. O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), confirmou o convite e expressou que a presença da prefeita era esperada. “Eu sempre soube separar as coisas. Ela é a prefeita da nossa cidade, da nossa capital, cidade que eu nasci e onde eu moro, e seria uma alegria ter a presença dela aqui”, declarou Mitidieri, ao afirmar que foi uma “opção” da prefeita.

Repercussão na Alese

Na Assembleia Legislativa, a ausência da prefeita foi um dos temas centrais. O deputado estadual Paulo Júnior (PSD) lamentou profundamente o ocorrido, destacando a importância da obra para o município.

“Lamento profundamente a ausência da prefeita na solenidade e não faço crítica a político A ou político B, pois se trata de um equipamento de mobilidade urbana e um presente para o município de Aracaju, que o Governo do Estado está entregando, independente de bandeira partidária ou de palanque político. Pela grandiosidade da obra, a prefeita deveria estar presente. Não sei os motivos; independente das justificativas que o município apresentar, eu respeito enquanto político, não deixarei de comentar o ato”, ressaltou Paulo Júnior.

Em aparte, o deputado Jorginho Araujo (PSD) corroborou o posicionamento de Paulo Júnior, somando-se ao lamento pela ausência da prefeita. Araujo questionou a decisão, sugerindo que a prefeita pode ter cometido um erro político.

“Me somo ao seu pronunciamento também lamentando a ausência da prefeita da capital. Não sei se ela tomou essa decisão sozinha ou se foi orientada. Acho que foi um erro grande e acredito que nenhum prefeito que recebe uma obra desse tamanho na sua cidade, quer desconsiderar e não prestigiar um momento como o de hoje. Talvez ela enxergue como o deputado Georgeo Passos menosprezou dizendo ser um simples elevado, mas a gente sabe que é um viaduto que faz parte de um complexo que traz desenvolvimento urbano e contribui muito com a mobilidade da nossa capital”, enfatizou Jorginho Araujo.

A discussão na Alese reflete a polarização política que muitas vezes permeia a entrega de obras públicas, mesmo aquelas de grande impacto social. A ausência da prefeita em um evento de tal magnitude, especialmente em uma obra que homenageia sua afilhada política, levanta questões sobre as estratégias e relações entre os poderes executivos estadual e municipal em Sergipe.

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