Edvaldo Nogueira é escanteado por Fábio Mitidieri nos festejos juninos. E na corrida pelo Senado?

Durante os festejos juninos em Sergipe, enquanto políticos disputavam espaço em palcos, camarotes e bastidores, um nome conhecido da política estadual parecia fora de sintonia com a grande orquestra de sanfonas que se formava, o ex-prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT).

Com a aproximação das eleições de 2026, as movimentações já começaram, e o jogo do Senado tem peças sendo posicionadas com precisão cirúrgica. O governador Fábio Mitidieri (PSD) já declarou publicamente seu apoio ao ex-deputado federal André Moura (União) como um dos nomes da chapa majoritária ao Senado. A vaga é cobiçada. Como a chapa pode lançar dois candidatos, muitos estão correndo atrás da segunda cadeira, entre eles, o atual senador Alessandro Vieira (MDB), que, embora tenha sido adversário direto de Fábio em 2022, hoje circula como aliado de primeiro hora do Palácio.

Outro que tem demonstrado disposição para entrar na disputa é Edvaldo Nogueira (PDT). Ex-prefeito de Aracaju por três mandatos e um dos nomes históricos da esquerda em Sergipe, Edvaldo deseja compor a chapa governista ao Senado. Mas até aqui, ele parece dançando fora do compasso da banda.

O sumiço de Edvaldo

Enquanto os principais políticos do estado marcaram presença nas maiores festas juninas, Itabaiana, Lagarto, Capela, Socorro, Estância, Aracaju, Edvaldo foi uma ausência notável. A equipe do Bancada Sergipana monitorou as redes sociais do governador e do próprio ex-prefeito. Nenhum registro de Edvaldo ao lado de Fábio Mitidieri. Nenhuma imagem nos bastidores, nem nos palcos. Nenhuma declaração pública conjunta.

E o pior, nas próprias redes de Edvaldo, o único registro público recente foi um vídeo discreto ao lado do ex-vereador Professor Bittencourt, seu aliado de longa data. Fora isso, o silêncio.

Enquanto isso, André Moura, o preferido do governador, desfilou em diversas festas ao lado de Fábio, inclusive recebendo uma “homenagem” inusitada, uma caixa de sabonetes com a inscrição “Senador” entregue por vereadores de Aracaju, um gesto simbólico que percorreu grupos de WhatsApp e bastidores políticos com ares de selo oficial de pré-candidatura.

Do outro lado do tabuleiro, nomes como Eduardo Amorim (PSDB), pré-candidato ao Senado, e o deputado federal Thiago de Joaldo (PP), que mira o governo, buscaram dividir holofotes com a prefeita de Aracaju Emília Corrêa (PL), que vive momento de prestígio e visibilidade na capital e com o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (PL).

Foi deixado de lado ou escolheu se afastar?

A ausência de Edvaldo nas fotos, nos eventos e nos gestos públicos da base governista levanta a pergunta: foi uma escolha ou um escanteio estratégico?

Se por parte de Fábio não houve convite, o gesto é simbólico e pesado. E se o convite existiu, mas não foi aceito, Edvaldo pode estar sendo cauteloso demais em um jogo que não perdoa hesitação.

Pelo menos o prefeito de Canindé, Machadinho (União) e aliado do grupo de André Moura, abriu espaço para Edvaldo. Ele apareceu por lá tocando zabumba, com sorriso no rosto e semblante de quem ainda quer dançar o forró da política em 2026.

Mas só zabumba não basta. Em uma disputa por espaço, alianças e prestígio, quem não aparece, desaparece. E Edvaldo, até aqui, parece ter deixado a sanfona no canto.

O forró da sucessão ao Senado terá espaço para o ex-prefeito ou ele vai mesmo sair da festa mais cedo?

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