
O clima dentro da base política da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), esquentou após declarações do vereador Isac Silveira (União) e do presidente da Câmara Municipal, Ricardo Vasconcelos (PSD), sugerindo que a gestora precisa se cercar de “pessoas de bem”. As falas foram interpretadas como críticas diretas a nomes que atualmente compõem o núcleo duro da administração municipal, o que levou o jornalista e radialista Carlos Ferreira, ex-porta-voz da prefeita, a fazer um duro desabafo em suas redes sociais.
Carlos Ferreira reagiu com indignação à entrevista de Isac, em que o vereador afirmou que Emília “precisa se acompanhar de pessoas que prestem”. Segundo o jornalista, a fala desqualifica profissionais comprometidos com o projeto político da prefeita. Ferreira citou especificamente o marqueteiro da campanha, Cícero Mendes e Hugo Esoj, presidente da Emsurb, ambos apontados indiretamente como alvos dos ataques.
“Cícero Mendes, marqueteiro da melhor qualidade, um homem de bem. E Hugo Esoj, que vem dando um show na administração da Emsurb, um jovem.. Os dois são pessoas de bem em todos os sentidos”, afirmou Ferreira, ao criticar o que chamou de “caça às cabeças” promovida por aliados da base legislativa.
Em tom direto, ele acusou o vereador Isac Silveira de instabilidade política, chamando-o de “líder de gestão que ele mesmo critica”. “Ele está aqui hoje, amanhã está ali. É líder de uma gestão que ele pressiona, crítica, desemprega pais de família. A Emília precisa abrir o olho para isso”, afirmou Carlos Ferreira.
Ferreira também não poupou o presidente da Câmara, a quem ironizou como “Dom Ricardo”. Para o ex-porta-voz, os dois parlamentares querem impor decisões à prefeita e agem como se tivessem o controle da gestão. “Emília não foi eleita por Isaac. Foi eleita pelo povo. E é ao povo que ela deve responder”, reforçou.
O desabafo de Carlos expõe um racha dentro do grupo que sustenta politicamente a prefeita. Em um momento em que Emília Corrêa ainda avalia sua participação nas eleições de 2024, os ataques e contra-ataques indicam uma base fragilizada e marcada por disputas internas de poder.
A prefeita ainda não se pronunciou sobre as declarações de seus aliados nem sobre o desabafo do ex-porta-voz. Nos bastidores, cresce a expectativa por uma reação que defina a linha política da gestão diante das pressões da Câmara.





