Emília Corrêa antecipa o jogo e define nomes ao Senado; Valmir segue coadjuvante

Os festejos juninos ficaram para trás. As luzes se apagaram, os palcos estão sendo desmontados e a sanfona vai silenciando nas praças. Mas, no arraiá da política sergipana, quem ainda dança, e conduz, é a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL). Passado o São João e o São Pedro, ela mostrou que a festa agora é outra, a da articulação para 2026.

Enquanto alguns líderes políticos ainda recolhem os figurinos da temporada junina, Emília apontou para frente. Deu o primeiro passo no arrasta-pé do Senado Federal e colocou seus dois nomes na roda: Eduardo Amorim (PSDB) e Rodrigo Valadares (União). Numa entrevista marcada por firmeza e cálculo, ela revelou que reacendeu a chama política de Eduardo Amorim ao lembrá-lo do que representa para Sergipe e para o país. Já sobre Rodrigo, deixou claro que seu apoio é uma aposta no vigor e na renovação da direita sergipana.

Mais do que um gesto, foi um anúncio com cara de liderança. Enquanto outros ainda esperam o próximo convite para o baile político, Emília já puxou a dança da oposição e distribuiu os pares. E o compasso dela parece não ser o mesmo de Valmir de Francisquinho (PL), que segue sem definir seus passos. Até agora, Valmir tem dançado sem música, sem escolher a trilha.

Além da formação de sua dupla para a Câmara Alta, Emília tem demonstrado sintonia com o deputado federal Thiago de Joaldo (PP), que deve disputar o governo do Estado. Os dois foram vistos juntos em diversos eventos juninos e, mesmo com o fim do forró, seguem afinados nos bastidores da política.

Se Valmir não se posicionar logo, pode acabar como aquele forrozeiro que chegou tarde demais à festa, sem par e fora do ritmo. Porque agora o som é outro, e quem está puxando o baile político é Emília Corrêa.

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