
O prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, movimentou o cenário político sergipano ao anunciar, em entrevista à TV Atalaia, que se afastará do cargo por 30 dias. Segundo ele, o período será dedicado a agendas pelo estado.
“Continuarei a andar o estado de Sergipe”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “se o povo de Sergipe fizer um chamamento mais uma vez, eu renunciarei a prefeitura e serei candidato a governador.”
A decisão ocorre em meio à recomposição de suas forças políticas. Nos últimos anos, Valmir enfrentou um período de incerteza jurídica, com decisões que chegaram a suspender seus direitos políticos e liminares posteriores que o reconduziram à elegibilidade.
Em janeiro de 2026, uma liminar do Superior Tribunal de Justiça suspendeu uma condenação por improbidade administrativa, garantindo-lhe a condição de elegível. Com isso, o prefeito passou a ser apontado como um dos principais nomes da oposição para enfrentar o governador Fábio Mitidieri, do PSD, que deve disputar a reeleição.
Nos bastidores, a licença de 30 dias é interpretada como estratégia para consolidar sua liderança no campo oposicionista e evitar perdas para a base governista.
Valmir reúne o capital político de gestões bem avaliadas em Itabaiana, mas carrega também o histórico de embates no Judiciário. A decisão do STJ, em janeiro de 2026, foi decisiva para reverter a inelegibilidade declarada em dezembro de 2024 e recolocá-lo no jogo eleitoral.
A entrevista marca o início de uma articulação mais ampla. Para viabilizar a candidatura ao governo, Valmir terá de manter a segurança jurídica e avançar na construção de alianças que assegurem tempo de televisão e presença nos 75 municípios de Sergipe. A oposição, que já apresentava divisões internas, passa a orbitar em torno de um nome com potencial de unificação.





