Visibilidade de Yandra e Katarina pode impulsionar participação feminina nas eleições de 2026

Dados apresentados pela União Interparlamentar (UIP) e pela ONU Mulheres revelam um cenário preocupante: o Brasil ocupa a 133ª posição no ranking global de representação parlamentar feminina. Com apenas 18,1% de deputadas na Câmara (93 mulheres) e 19,8% no Senado (16 senadoras), o país está bem abaixo da média das Américas, que lidera o índice mundial com 35,4% de mulheres no parlamento.

Sergipe, por sua vez, conta com apenas duas representantes no Congresso Nacional: as deputadas federais Yandra Moura (União) e delegada Katarina Feitosa (PSD). Ambas têm protagonizado ações em defesa da ampliação da participação feminina nos espaços de poder. Yandra presidiu o Observatório Nacional da Mulher na Política e atualmente comanda a Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional. Já Katarina ocupa o cargo de 3ª secretária da Mesa Diretora da Câmara.

Os trabalhos das parlamentares sergipanas nesta legislatura mostram um certo dinamismo e uma atuação marcada por maior atenção a pautas de interesse social e relacionadas aos direitos das mulheres. A presença ativa das duas deputadas em comissões, relatorias e proposições reforça a importância de ampliar a participação feminina no Parlamento.

Apesar da sub-representação, as mulheres vêm mostrando resultados expressivos. Levantamento da Bancada Sergipana, com base em dados da Câmara dos Deputados, aponta que parlamentares mulheres foram responsáveis por 60% das proposições aprovadas, mesmo representando menos de 20% do Congresso. A maioria dessas iniciativas tem como foco a garantia e ampliação de direitos das mulheres.

As eleições de 2022, embora tenham registrado um aumento na participação feminina na disputa pelo Senado (22,5% das candidaturas), elegeram apenas quatro senadoras, número inferior ao pleito de 2014, que elegeu cinco. A renovação foi de um terço das cadeiras (27).

Com a proximidade do novo ciclo eleitoral, surge a dúvida: Sergipe manterá, reduzirá ou ampliará a presença feminina em Brasília? Nomes começam a se movimentar nos bastidores, mas o desafio permanece: garantir mais mulheres em espaços de decisão não é apenas uma questão de representatividade, é uma urgência de justiça social.

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