Isolado, Edvaldo enfrenta resistência generalizada e exposição constrangedora

A pré-candidatura de Edvaldo Nogueira (PDT) ao Senado provoca reações negativas em diferentes campos políticos de Sergipe. Na base de Fábio Mitidieri (PSD), deputados e prefeitos afirmam que o governador prefere Alessandro Vieira (MDB) como segundo nome na disputa. “Chega a ser vergonhoso o papel a que Edvaldo se presta”, disse um parlamentar. Outro foi mais direto: “Ele merece desatenção. Quando está no poder, não reconhece ninguém”.

Entre aliados da prefeita Emília Corrêa (PL), o ex-prefeito é visto como um político habilidoso para resistir no jogo, mas com pouca capacidade de articulação. “Foi bom gestor, mas não soube se relacionar com a classe política. Aprende a esperar e ser tratado como última opção”, avaliou um líder.

No PT, há quem defenda que Edvaldo deveria disputar o governo, unindo a esquerda, mas consideram que falta coragem. Outros classificam como “humilhante” a exposição atual do ex-prefeito, lembrando que enfrenta processo de fritura na Câmara Municipal, presidida por Ricardo Vasconcelos (PSD), aliado de André Moura (União) e de Fábio Mitidieri. “Ele não está apenas sendo fritado; está no fogo do inferno”, resumiu um petista.

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